Estatuas de cera tentam se beijar em novo clipe de Avicii em parceria com Billy Raffoul

Clipes musicais engajados com temas polêmicos e extremamente relevantes da contemporaneidade têm sido comuns, e quem também colocou o dedo na ferida foi Avicii. O vídeo de “You Be Love”, com participação de Billy Raffoul, é claramente engajado à causa LGBTs, em uma cutucada ao conservadorismo da sociedade.

No filme, lançado na última quarta-feira, duas estátuas de cera, que representam duas mulheres, tentam se beijar. Ao redor delas, outras estátuas expressam sentimentos de reprovação, desespero, raiva e medo. O single “You Be Love” é a terceira faixa do álbum “AVĪCI (01)”, lançado este ano.

 

Confira o clipe de “You Be Love”, de Avicii e Billy Raffoul:

Katy Perry faz crítica à repressão na criação das mulheres em novo clipe para “Hey Hey Hey”

Katy Perry continua trabalhando na divulgação de “Witness”, e a novidade da vez foi um clipe muito bem produzido para a música “Hey Hey Hey”, quarto single do álbum mais recente da cantora, lançado em junho. No vídeo, lançado na última quarta-feira (20), ela faz uma homenagem à Joana D’Arc.

A personagem caricata interpretada por Katy é criada num ambiente de realeza, seguindo costumes e preceitos. Porém, ela muda de vida ao encontrar um livro sobre a heroína francesa da Guerra dos Cem Anos.
Confira o clipe de “Hey Hey Hey”, de Katy Perry:

Critica: “Vai Malandra” é a jogada mais fraca do CheckMate de Anitta

É claro que o fandom de Anitta pode não gostar deste texto, e é óbvio que os números no YouTube vão na contramão do que vou dizer, mas o tão aguardado “Vai Malandra” ficou abaixo do esperado. Com teaser muito visualizado, fotos (algumas vazadas) e divulgação pesada, o single com clipe gravado no Vidigal reaproximou a cantora do ritmo que a projetou, mas a distanciou da pegada que estava alavancando sua popularidade.

Justamente esta popularidade é o que a permite extravasar neste momento, e acaba gerando um efeito “Toque de Midas”. Pelo menos é o que apontam os números: mais de nove milhões de visualizações do clipe em menos de 12 horas. Aqueles mais severos diriam que estes números estão ligados diretamente à “abundância”, como diria Compadre Washington. Musicalmente, é só mais um daqueles funks que vão tocar em carros rebaixados, na frente de postos de combustíveis, em aparelhos de som mal equalizados.

É hipérbole, eu sei, mas apenas pelo “Toque de Midas”. Não fosse isso, o cenário seria exatamente este. Por ser de Anitta, o single pode acabar virando hit. Talvez não seja a intenção dela, seja apenas uma música feita para se divertir depois de uma estressante rotina em uma busca – bem sucedida – por reconhecimento internacional.

O clipe, em si, merece um destaque positivo por fugir do “padrão KondZilla”, que coloca garotos em grandes mansões e com carros que dificilmente estarão na garagem deles. Anitta vai por outro lado, é a bem sucedida que filmou na comunidade, e mostra o chamado baile de favela como ele é realmente, sem ostentação e com “gente de verdade”. Apenas o take em 0:44 ficou um pouco bizarro, parecendo que o rosto de Anitta foi grosseiramente aplicado após filmagens com uma dublê de corpo – o que não aconteceu, vale salientar.

Quem provavelmente vai aproveitar a exposição é MC Zaac, principal parceiro na música, que ainda conta com a participação de Maejor, Tropkillaz e DJ Yuri Martins. Zaac despontou nacionalmente com “Vai Embrazando”, que inclusive é musicalmente mais bem acabada que o recém lançado trabalho com Anitta.

 

Por Wyllian Soppa

 

Confira o clipe de “Vai Malandra”, de Anitta: